Domingo no Minhocão

Domingo no Minhocão

Domingo no Minhocão

Idealizado por Faria Lima, durante seu governo, de 1965 a 1969. O Minhocão não se trata propriamente de uma obra de arquitetura, e sim de engenharia, mas causou um impacto inegável na paisagem urbana da região central de São Paulo. Idealizado na gestão de Faria Lima (1965-69), o projeto foi abandonado devido à reação negativa dos técnicos e da população.

Em 1970, Paulo Maluf, em sua primeira passagem pela prefeitura, ressuscitou a idéia durante seu governo e, após 11 meses de obras, o Minhocão abraçou o espaço da Praça Roosevelt, na Consolação, até o Largo Padre Péricles, em Perdizes, passando por cima da Rua Amaral Gurgel e da Avenida São João.

Ele passa a cinco metros dos prédios de apartamentos. Tem 3,4 quilômetros e liga a região central à zona oeste da cidade. Entre as críticas que já recebeu, foi chamado de “cenário com arquitetura cruel” e “uma aberração arquitetônica”. Até hoje não é bem visto pela população da região, que teve seus imóveis desvalorizados e teve de ver a deterioração do local. Em 1976, cinco anos após sua inauguração, o Minhocão passou a ser interditado à noite. A medida foi adotada para evitar os acidentes noturnos, que tinham se tornado rotina e para diminuir o barulho na região. Em novembro de 1989, a então prefeita Luiza Erundina determinou que o elevado fosse interditado das 21h30 às 6h30.

Desde 71, quando o Minhocão foi aberto, o trânsito na via expressa só era permitido a carros de passeio e motocicletas. Em 94, tentou-se instalar uma linha de ônibus, que foi criticada até a idéia ser abandonada, poucas semanas depois, por não ter se mostrado viável economicamente. Em 94, ocorreram 14 acidentes no Minhocão, segundo a CET. No ano seguinte, foi feita uma reforma em uma das curvas para tentar evitar os freqüentes acidentes no local.

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Em 98, os 2.725 metros do Elevado Costa e Silva, o Minhocão, foram decorados com pinturas de artistas plásticos, em uma tentativa de melhorar a polêmica construção que liga as regiões leste e oeste da cidade de São Paulo. O projeto, batizado de “Elevado à Arte”, foi criado pela Funarte (Fundação Nacional da Arte), entidade ligada ao Ministério da Cultura, e custou R$ 500 mil à patrocinadora Porto Seguro Seguros. As pinturas das laterais do Minhocão são de autoria dos artistas plásticos Maurício Nogueira Lima e Sônia von Brüsky. Nas colunas do trecho entre as Avenidas São João e General Olímpio da Silveira, será reconstituído o trabalho do arquiteto Flávio Motta, feito no local na década de 70.

Atualmente passa por nova reforma, ainda inconclusa, para revitalizar seu entorno.

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